
Cada canção tem uma história. Ás vezes maior, outras vezes mais pequena, mas são momentos que só alguns conhecem…
Vou assim partilha-los convosco, sendo que alguma coincidência com o imaginário será pura realidade.A “Alma” é uma canção que surge em 2004 numa fase em que os Karpe Diem tentavam dar rumo as 9 canções que tinham gravado no estúdio “margem sul”.
Os “grandes” concertos tinham aparecido, e a “nossa” nova garagem era então o nosso novo cantinho e local de sonhos.
As suas palavras chegaram as minhas mãos pela “mão” de uma Amiga.
Um poema lindíssimo escrito por “Alguém” que se chama "apenas" Ana, a Poeta criadora do blog http://eroticidades.blogspot.com/ … que eu não conheço no mundo “real”. A sua existência para mim ainda não deixou de ser somente virtual… mas no entanto ela também é uma amiga quando me autorizou juntar-lhe uma melodia.
Esse dia está guardado na minha mente…quando sentado a esta cadeira de guitarra nos braços surgem meia dúzia (ou nem tanto) de acordes e a música deu-se á luz. O medo de a esquecer depois de uma noite de sono… está também presente. Mas não a esqueci. A canção ganhou forma dos 5 pares de mãos que a moldaram pela primeira vez um ou dois dias depois. Decidimos gravá-la mais tarde juntamente com outras canções que entretanto tinham nascido ou viriam a nascer…. E hoje ela está presente, mais do que nunca.
A Alma
Quero roubar-te a alma
Por isso te devoro o corpo
Querendo encontrá-la
Querendo agarrá-la
Em algum canto secreto
Que a minha mão não tocou
Em algum canto secreto
Que a minha boca não beijou
Depois do grito final
Depois da entrega total
Depois do grito final
Então te prendo nos braços
Saboreando aos pedaços
Respiro na tua boca
Perguntando na língua
Onde guardas a Alma
Que ainda não a vi
E tu respondes sorrindo
Apertando-me nos braços
Depois do grito final
Depois da entrega total
Depois do grito final
Não a tenho está em ti
Não a tenho está em mim
Encandescente
A Alma
Quero roubar-te a alma
Por isso te devoro o corpo
Querendo encontrá-la
Querendo agarrá-la
Em algum canto secreto
Que a minha mão não tocou
Em algum canto secreto
Que a minha boca não beijou
Depois do grito final
Depois da entrega total
Depois do grito final
Então te prendo nos braços
Saboreando aos pedaços
Respiro na tua boca
Perguntando na língua
Onde guardas a Alma
Que ainda não a vi
E tu respondes sorrindo
Apertando-me nos braços
Depois do grito final
Depois da entrega total
Depois do grito final
Não a tenho está em ti
Não a tenho está em mim
Encandescente
27 Fevereiro 2006
por PASSAGEIRO